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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Tantor

Dia 12 de fevereiro perdi o Tantor... o único gato que chegou como presente de aniversário. Havia ficado tanto tempo dentro de uma gaiola que mal conseguia se equilibrar nas próprias pernas... levou um bom tempo para conseguir andar sem cair, devia ter uns 3 meses e era redondinho como um elefante, por isso o nome de Tantor - o elefante do Tarzan (da Disney).


Eu sempre quis ter um siamês... com aqueles olhos azuis do céu de inverno, limpos... os olhos do Tantor tinham manchas provocadas, talvez, por lesões de espinhos de plantas... nunca soube ao certo, nem o veterinário. O primeiro siamês que consegui comprei, foi a Fizzie, na loja da dona Maria, havia uma ninhada grande que foi se desfazendo com o tempo. No final só ficou o Tantor, ninguém queria, estava planejando comprar quando o ganhei.


 Logo aprendeu as artes e manias que o acompanhariam pela vida:


Abrir portas, não podia ver uma porta fechada que já tentava abrir, e conseguia mesmo já magrinho e sem muito peso...
Quando eu chegava em casa com ração ele já rasgava o saco com aqueles dentões afiados... com ou sem comida no potinho...
Nenhum gato herdou estas capacidades... esperavam que ele fizesse tudo sozinho! 


 Brigava sempre com a irmã - a Fizzie... uma perseguição sem fim, somente ela era a vítima... inexplicável!


 Teve seus momentos fujões... principalmente na casa da dona Celeste, fugia para o quintal com bosque e desaparecia por horas para meu desespero. Uma vez pulou um vão enorme da janela para o telhado vizinho, fazendo com que mantivéssemos todas as janelas sempre fechadas. Na casa da rua Direita fugia para o jardim da frente para tentar pegar os passarinhos... adorava tentar pegar gatos estranhos e persegui-los, mas somente quando eu não conseguia impedir. Uma vez pegou a porta destrancada, abriu-a e passou a noite toda fora, só percebi na manhã seguinte - lá estava ele esperando que eu a abrisse na maior cara de pau para o café da manhã!


À noite, dormia sobre minhas pernas quando ficava assistindo televisão, então... quando eu levantava me seguia miando sem parar cruzando minhas pernas até pegá-lo no colo e dar comida... Um malabarismo para não cair em cima dele, com risco de esmagá-lo...


Também adorava dormir sobre a televisão!

E também se esparramar sobre a gaiola da Snow quando ela era preparada para a noite... esquecia-se por lá... 


Todo momento em que tirava uma foto de um trabalho concluído ele corria para fazer parte da foto.


Adorava "amassar" trabalhos com lã, principalmente os que ainda estavam em execução. Ele se foi, mas, vários fios ficaram desfiados!


Nesta casa, com sacada, ele estava sempre dormindo no alpendre me esperando chegar; quando ouvia o barulho das chaves corria para me esperar subir as escadas ou ia direto para o portão dos fundos para me receber - sempre miando...


Tinha seus momentos carinhosos...


Mas o que ele gostava mesmo era de dormir agarradinho com outros gatos, principalmente os da geração dele... Felícia, Amora, Kiki, Naná, Pepe e Fox...

Amora, Tantor, Felícia, Fox e Pepe.
Todo inverno era assim...
Melhor amigo do Fox - brincavam o tempo todo, no segundo semestre do ano passado Tantor estava emagrecendo muito e um dos sintomas de que não estava bem era o fato de não estar mais brincando-brigando com o Fox, fez uma limpeza de tártaro que podia ser um dos motivos do emagrecimento - a gengivite, e depois tudo voltou ao normal: as brincadeiras recomeçaram...


Amora, Tantor, Naná
Siamês: único gato que quando começa a passar mal faz um barulho avisando... possibilitando a minha corrida para levá-lo a um lugar que não faria tanta sujeira...
O melhor gato para se dar remédio... só abrir a boca dele e colocar o comprimido. Não gostava, é claro, sabia quando era a hora e corria para se esconder, mas nada como o cheiro da comida para atraí-lo e lá ia comprimido goela abaixo...


15 anos de fiel companhia!


1999/2015

domingo, 1 de fevereiro de 2015

O bom de 2014

Já estamos em fevereiro e somente agora farei um balanço de 2014, que não foi um ano particularmente bom. Perdi a Naná, assim, de repente. Tive péssimos alunos... sem perspectiva de futuro, cabeças vazias... almas vazias... Não li livros na quantidade que desejava... preocupações, desgostos e decepções demais... Uma luta constante para manter a saúde dos meus animais... 
Mas houve coisas boas... pequenas descobertas que trazem pequenas doses de felicidade... descobri George R.R. Martin, autor das Crônicas de Gelo e Fogo, escritor surpreendente... e também descobri Caro Emerald, cantora holandesa, magnífica!
Minha vida pode continuar um caos, mas estes dois iluminam meu caminho, um com a imaginação e a outra com a voz!



Por que gosto das séries inglesas...

Recentemente terminei de assistir a "The Fall".


É uma série inglesa, e como a maioria é um excelente trabalho. Gosto das séries inglesas. Primeiro porque é gostoso ouvir um sotaque diferente, acostumada como estou com o inglês norte-americano (sim, eu prefiro ler legendas). Elas são curtas, normalmente as temporadas tem começo, meio e fim... podem até se prolongar para uma segunda temporada, mas fios não ficam soltos. Eles não amenizam situações, há uma certa "crueldade", eles não tem dó de matar. Quando uma personagem está escalada para morrer as preliminares são curtas, necessárias somente para apresentá-la, mas os ingleses apresentam mais, contam sua história, seus sonhos, fazem com que gostemos da vítima e consequentemente torcemos pela sua salvação... isto não acontece, ela morre, cruelmente... e ficamos desolados.
Há outros aspectos nas séries ingleses (e europeias também), eles são mais realistas, não importa se não há glamour, mas apresentam os fatos como são. Numa cena de crime a equipe CSI não chega com o cabelo loiro ou cacheado balançando para contaminar a cena, nem entra com a roupa que chegou. Uma equipe CSI europeia utiliza macacões brancos, cabelos, olhos, bocas, pés - tudo devidamente coberto para não contaminar a cena do crime e em hipótese alguma outra pessoa entra na cena sem estar devidamente coberto. Nunca! Áreas enormes são isoladas e varridas com pente fino. Os ingleses não estão preocupados com moral, há sexo, cigarros (qualquer um fuma do mocinho ao bandido), violência...
A série tem como protagonista Gillian Anderson (ex Dana Scully - Arquivo X) irreconhecível, literalmente uma alpha. Assustador! E já está na segunda temporada. Pode haver uma terceira? Pode, há um gancho para a continuação... mas também pode terminar com um final digno!